Vocês sabiam que a exposição de Jung foi prorrogada até 01 de Março de 2026?
A exposição acontece no MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo.
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Confesso que me emocionei bastante em alguns momento e me lembrei um pouco da minha história.
Sabem,
Eu nem sempre fui junguiana.

Fiz a minha graduação numa instituição em Guarulhos que trouxe a perspectiva junguiana de uma maneira bem forte e presente, o que é difícil encontrar. Apesar de ter tido facilidade com a matéria e assimilar de maneira muito orgânica e fluída os conceitos na época, eu não me apaixonei por Jung e nem por sua teoria. Na verdade, eu sempre fui crítica com tudo (meu jeitinho hehe), então eu não fui uma estudante de psicologia com teórico de estimação porque sempre admirei pontos específicos da teoria de todos e também os critiquei - e Jung entrava e até hoje entra nesse balaio.
Quem me vê hoje acha que estudo a abordagem junguiana desde sempre mas a verdade é que mesmo tendo o estágio clínico supervisionado na abordagem junguiana na minha faculdade (pasmem, tinha mesmo, ces acreditam?), eu não optei por fazê-lo. Eu realmente não pensava em trabalhar nem com clínica e muito menos com Jung.
Sabe quando foi que a teoria Jung me pegou?
Na prática!

Eu já fazia psicoterapia mas não estava me encontrando. Pedi aos colega uma indicação de uma boa psicóloga e me indicaram uma junguiana. Na época não me fazia diferença se era. Mas a verdade é que fez e muito!
Foi na psicoterapia junguiana (como paciente), que eu vivi a transformação na minha vida. Eu estava vivendo uma vida "comum" de trabalho, família, faculdade, relacionamento estável de muitos anos... mas eu estava perdida, caminhando não sei pra onde, desconectada, ansiosa, seca, perfomando uma vida que fui ensinada a ter e sem saber quem de fato eu era. Na "foto" eu estava seguindo uma vida que caminhava para o sucesso e por dentro, perdida e com alma insatisfeita.
Foi na psicoterapia junguiana que eu entrei em contato com quem eu era, caminhando para ser mais autentica, para realizar meus desejos mais profundos de forma responsável e ética. Acolhi minhas luzes e sombras e aprendi que as vezes precisamos parar de olhar pra fora e olhar para dentro, para entender que nossa jornada segue um mapa que é só nosso. Que ter consciência não é o suficiente, também é preciso coragem para agir diferente, de forma mais conectada com a alma.
Jung me pegou na prática, no orgânico, no visceral. A minha mudança foi de dentro pra fora, e ainda é, todos os dias - inclusive na minha psicoterapia junguiana de cada semana.
Bebo de várias fontes e continuarei bebendo e as usando, mas não tem jeito, beber Jung tem um sabor diferente e eu agradeço por ter tido essa oportunidade.
Eu desejo fazer com os meus pacientes pelo menos um pouquinho do que meus psicólogos e supervisores junguianos fizeram comigo. Não tem realização maior!

E você, já leu alguma coisa de Jung e/ou já fez psicoterapia com abordagem junguiana?
Você pode ver um pouco mais dessas imagens no meu instagram: @danibarbolani.psi
Quaisquer dúvidas sobre o assunto, fico à disposição.
Ah, e não deixem de visitar a exposição. Às terças-feiras a entrada é gratuita.
Beijo,
Daniele Castelani