Olá,
Saiu mais um episódio do meu podcast IndiviDoando-se, no qual eu falo sobre o tempo da alma.
Para acompanhá-lo em som, segue o link abaixo:
A alma precisa de tempo: respeitando o seu próprio ritmo
Inspirado nas reflexões de Verena Kast, convido você a pensar sobre uma questão fundamental: você respeita o tempo da sua alma? Na correria do dia a dia, será que você tem reservado algum espaço genuíno para acolher seus sentimentos e emoções?
O atropelo das emoções
Imagine que você recebe uma notícia difícil e, em poucos segundos, uma emoção começa a nascer. Tristeza, raiva, frustração... Elas surgem como uma reação imediata. Porém, antes mesmo de você conseguir perceber ou acolher o que sente, você já se coloca em movimento para fazer outra coisa ou abre as redes sociais.
Em poucos minutos, sua mente é invadida por uma enxurrada de estímulos: uma notícia preocupante, um vídeo engraçado, uma discussão política, uma propaganda, o registro de alguém viajando, um meme, uma tragédia ou uma receita… Seu cérebro, condicionado, muda de assunto rapidamente, mas sua alma talvez não consiga acompanhar esse ritmo.
O tempo necessário para o significado
Verena Kast nos lembra que a alma precisa de tempo; e não estamos falando apenas do tempo do relógio, mas do tempo necessário para que uma experiência encontre sentido. Nem tudo o que vivenciamos pode ser elaborado na velocidade em que as coisas acontecem; nós precisamos desse tempo de digestão e elaboração.
Na Grécia Antiga, os filósofos distinguiam duas formas de tempo que nos ajudam a entender esse dilema:
- Chronos: O tempo que medimos, o tempo do relógio, da agenda e da produtividade.
- Kairós: O tempo vivido, o instante oportuno, o tempo em que algo amadurece por dentro.
O preço da pressa
Podemos ser impecáveis em cumprir todos os nossos compromissos de Chronos e, ainda assim, não oferecer um único momento de Kairós para a nossa vida psíquica. Sem esse tempo de pausa, as emoções tendem a ser interrompidas, substituídas ou abafadas antes mesmo de serem compreendidas — e isso traz consequências.
Quando não há espaço para elaborar uma experiência, ela não desaparece, ela costuma retornar sob a forma de inquietação, tensão, irritabilidade ou aquela sensação constante de que "há algo errado", embora não saibamos identificar exatamente o quê. A ansiedade, muitas vezes, encontra terreno fértil justamente nesse excesso de estímulos e na falta de pausas para processar o vivido.
Saúde emocional: o poder de fazer menos
Atualmente, nossa cultura valoriza excessivamente o fazer, o construir e o performar, no entanto, cuidar da saúde emocional nem sempre significa “fazer mais”, talvez o segredo seja justamente o contrário: criar pequenos espaços onde a alma consiga acompanhar a velocidade da vida. Espaços para digerir, elaborar e acolher o que se sente e se vivencia. Afinal, o relógio pode até continuar correndo, mas a nossa alma tem um ritmo próprio que precisa ser honrado.
Se este episódio fez sentido para você, compartilhe com alguém que também esteja buscando se conhecer melhor.
Fico disponível para trocas e conversas e também para agendamento de sessão, se for necessário é só clicar abaixo:
Nossa equipe especializada está pronta para te ajudar.Entre em contato agora mesmo!
Entre em contato agora e saiba mais!
Um beijo,
Dani.